• nov/2009

    30

    Mobile Payment

    Pagando com o celular – modelo financeiro

    mobile-payment

    Agora é hora de começar a falar do modelo financeiro. Por mais que escutemos com tanta frequência a pergunta “crédito ou débito?”, vocês perceberão que em m-payments estes produtos estão literalmente mundos à parte. Uma dúvida: porque será que os lojistas sempre falam crédito primeiro, mesmo sendo este o produto de maior custo para eles? De qualquer forma, vou romper com a tradição e falar de débito primeiro. O crédito vai ter esperar o post seguinte.

    O produto débito é sem dúvida nenhuma o grande sucesso do mundo de m-payments. Não tão notada como a com o Cristo Redentor decolando, a capa da revista inglesa The Economist de dois meses atrás tinha uma mulher africana com um celular e o título: “The Power of mobile Money”. Numa longa reportagem, a revista enaltece os méritos de usar o celular para oferecer serviços financeiros à população que não possui conta em bancos. Num outro post, falarei da matéria em detalhe, mas as principais vantagens apontadas pela revista é o fato de o celular já estar na mão de todo mundo e de poder oferecer um serviço prático e seguro a baixo custo.

    Como funciona este modelo no mundo? O cliente deposita dinheiro em uma conta que pode ser usada para compras, transferências e, em muitos casos, saque. Tanto o depósito como o saque são na maioria das vezes feitos nos pontos de venda de recarga para telefonia móvel. Além de usar a rede de revendas de telecom, as transações de compras, transferências e até saques usam uma tecnologia SMS parecida com a da Oi Paggo.

    Se você pensar, este produto oferece quase todos os serviços financeiros que um indivíduo precisa e permite guardar dinheiro de maneira segura. Possibilita comprar em lojistas de vários segmentos e fazer transferências para outros clientes do serviço. Como era de se esperar, estes serviços prosperam em áreas em que a infra-estrutura bancária é pior que a de telecomunicações. Apesar de haver vários exemplos espalhados pela África e a Ásia, o Quênia e as Filipinas são os maiores casos de sucesso deste modelo.

    Ah, eu estava quase esquecendo de falar do grande desafio do modelo débito: convencer usuários a pegar dinheiro vivo, que é amplamente aceito e muito prático, e depositar o mesmo numa plataforma de pagamentos fechada. No caso do Quênia e das Filipinas, o principal fator para superar esta barreira foi o estrondoso sucesso da transferência entre usuários. Esta facilidade, muitas vezes chamada de peer-to-peer ou P2P, permitiu que a população desses países fizesse em poucos segundos transferências de dinheiro para familiares ou amigos distantes (muitas vezes em outros países) a uma fração dos preços dos serviços alternativos .

    Resumindo, no mundo m-payments no modelo débito tem sido utilizado para oferecer serviços financeiros básico para indivíduos não que não possuem contas em banco em economias emergentes, com destaque para Ásia e África.

    Boa compras!

    Abs,

    Roberto Rittes

    Imagem: twoeyes

    DeliciousDiggRedditFacebookTechnorati FavoritesStumbleUpon

    nov/2009

    18

    Blog Oi Paggo Mobile Payment

    Oi…

    Bem-vindos ao Blog do Oi Paggo, a única empresa comercial de mobile payments no Brasil. Como diretor geral da empresa e, principalmente, como um dos maiores entusiastas do assunto no Brasil, vou trazer com freqüência todas as novidades desse mundo para vocês no nosso blog.

    Agora, para começar, nada mais lógico do que fazer uma pequena introdução sobre mobile payments. Vamos lá:

    Como o próprio nome diz, mobile payments (ou o abreviado m-payments) é pagar usando o celular. Apesar de ser um conceito relativamente novo, hoje já existem 120 serviços de m-payment em 70 países e, como era de se esperar, usando modelos bastante diferentes. Apesar das suas peculiaridades, de maneira bem geral estes serviços podem ser categorizados com base nos dois principais elementos: tecnologia utilizada e modelo financeiro (crédito ou débito). Hoje vou abordar somente o tema da tecnologia.

    As duas principais tecnologias são SMS (em seus vários formatos) e NFC (Near Field Communication). Alguns serviços usam uma terceira tecnologia chamada USSD, que se aproveita da rede de sinalização GSM. Apesar de ser bem-sucedida em mercados que já usam a tecnologia para serviços da operadora, não tem grande representatividade.

    A grande vantagem do SMS é sua compatibilidade com a base de celulares existente. Antigo ou novo, barato ou caro, praticamente todos os celulares podem oferecer m-payments via SMS – na maioria das vezes, como é o caso do Oi Paggo, sem necessidade de mudar o SIM-Card do usuário. Usando o exemplo do Oi Paggo, o usuário recebe um SMS especial (SMS classe zero) que pula na frente da tela com o resumo da compra: estabelecimento, valor e etc.. O usuário clica “ok” e imediatamente aparece uma segunda tela para colocação da senha pessoal. Segundos depois, o usuário recebe um SMS normal que entra na caixa de entradas com a confirmação da compra. Rápido, simples e prático. Sugiro a vocês visitarem o site do Oi Paggo para ver uma animação da nossa transação. Quem tiver Oi pode até fazer uma transação de teste.

    O NFC é o futuro de m-payments. Basicamente, você encosta o celular em um sensor específico e pronto. Para compras pequenas não precisa nem colocar senha. Processo parecido com alguns tipos de crachás que controlam acesso a ambientes corporativos. Encosta e pronto. Funciona muito bem para compras que precisam ser rápidas, como passagens do metrô.

    Visa e MasterCard já têm produtos parecidos que usam, em vez do celular, chaveiros e outros formatos. A grande vantagem do celular é a capacidade de usar a rede de dados para, por exemplo, atualizar saldos. Além de estar sempre no seu bolso e ter tela e teclado para colocar senha. Na verdade o único problema do NFC é que ele depende de aparelhos com um chip específico para o serviço. O padrão desta tecnologia foi definido há pouco tempo e aparelhos com a nova versão só serão lançados no começo do ano que vem na Europa. Ainda não está definido quando chegarão ao Brasil, mas infelizmente demorarão anos para ter massa crítica. Algumas novidades nos SIM-Cards podem ser disruptivas, mas ainda é muito cedo para especular.

    No próximo post eu falo do modelo financeiro.

    Boa compras!

    Abs,

    Roberto

    DeliciousDiggRedditFacebookTechnorati FavoritesStumbleUpon