Os celulares e smartphones estão cada vez mais presentes nas vidas de todos nós. O sistema de pagamentos móveis Oi Paggo é um bom exemplo da gama de aplicações cada vez mais diversificadas que vão sendo encontradas para este aparelhinho que, em seu estado atual e mesmo nos modelos mais básicos, já oferece grande variedade de recursos que facilitam e tornam mais leves as nossas vidas.
Falar e mandar mensagens de texto é só o começo, e faz tempo. Usar o celular para agendar compromissos e fazer pequenas anotações também já não surpreende ninguém. Mas há algumas opções menos usadas, ou menos conhecidas, que ainda estão aguardando pela merecida popularização – seja porque oferecem funcionalidades importantes às nossas vidas, ou porque têm grande poder de evitar ou aliviar o stress da nossa vida diária. E o melhor: algumas delas já estão disponíveis no seu aparelho, e nem geram tarifação – basta aprender e se acostumar a usá-las.
Meu nome é Augusto Campos e costumo dedicar periodicamente algum espaço a estes temas lá no meu blog Efetividade.net, mas hoje vou aproveitar o espaço e o convite do Oi Paggo e tentar trazer a uma audiência diferenciada – incluindo você! Oi!
– algumas das minhas idéias sobre como aproveitar melhor o potencial dos aparelhos móveis.
Entre os recursos disponíveis em grande variedade de aparelhos, acredito que este é um dos mais subutilizados. E pode ser extremamente útil! Já aconteceu com você de, quando estava prisioneiro do trânsito, parar justamente em frente a uma loja desconhecida oferecendo um produto ou oferta que lhe interessava, ou emparelhar com o carro de um prestador de um serviço que há tempos você estava procurando? Comigo isso sempre acontece e, mesmo eu sendo relativamente bem organizado, muitas vezes não tenho condições de tomar nota, na hora, do nome ou telefone dos danados.

E é aí que entra em cena o gravador de voz do celular. Como todo celular capaz de reproduzir MP3 também conta – por natureza! – com o circuito captador de voz do próprio telefone, muitos deles possuem um aplicativo de gravação pré-instalado, e tudo o que você tem de fazer é aprender a usá-lo bem, para registrar as URLs, números telefônicos e outras informações que encontramos quando estamos de passagem e não dá tempo de anotar na hora. Serve também para aquela idéia genial arredia que tende a surgir bem quando não podemos anotá-la! É só ativar o gravador e começar a falar, depois lembrar de anotar quando chegar ao escritório ou em casa. Só cuidado para as pessoas ao seu redor não pensarem que você está conversando sozinho…
A mesma situação descrita acima pode servir melhor a outro aparato comum em celulares – até mesmo nos mais econômicos: a câmera. Não importa a resolução, se tem flash, ou detector de sorrisos – o uso mais comum das câmeras dos meus celulares dos últimos anos é fazer anotações visuais, tirando fotos de informações em cartazes, referências nas revistas das salas de espera do dentista, a placa de um carro suspeito estacionado, a lista de ingredientes de algum item do cardápio de um restaurante, o preço de alguma promoção no supermercado, e muito mais.
Gostaria de ter a certeza íntima de que vou conseguir memorizar por 3 dias em qual andar, setor e quadra o meu carro ficou guardado no estacionamento do aeroporto enquanto faço uma viagem. Mas confesso que não conto com esta aptidão, e desde que me acostumei a usar o celular para tirar uma foto da placa de identificação mais próxima de onde o carro estiver, fico bem mais tranquilo. O mesmo vale para tanta papelada que precisamos levar conosco em viagens: o nome do hotel da reserva, os dados do vôo, os cartões de visitas e contatos das pessoas que irão nos receber, etc. – se precisam ir em papel, claro que eu os levo, bem guardadinhos na bagagem de mão. Mas antes tiro uma foto com o celular, bem de perto, e aí sei que estará tudo no bolso, sem ter de abrir mala nenhuma.

E as listas de compras? Faz anos que aqui em casa anotamos, em uma lousa presa à geladeira, os produtos que estão acabando e precisarão ser comprados na próxima ida ao supermercado. Antes isso envolvia um passo adicional de parar e fazer uma sessão de retrabalho, re-anotando tudo em um papel para levar às compras. Agora isso se resolve de passagem, com uma rápida foto da lista completa, e pronto – exceto quando chega a hora do rancho mensal, quando uma boa lista de compras produzida a partir de um inventário completo dos armários e gavetas é providenciada.
Exemplificando: Dei uma olhada na memória do meu celular agora, para poder dar uma idéia melhor a vocês, e nos audio clips recentes tem o telefone de um eletricista predial e de um instalador de toldos (peguei ambos no trânsito), e no arquivo de fotos recentes tem 2 listas de supermercado, o cartão de um consultor, o cartaz de um instrutor de guitarra a domicílio que atua em Jurerê, um bilhete com datas de uma viagem, e um folheto com as características técnicas de um forno que estávamos querendo comprar para substituir o veterano ali da cozinha (e acabamos comprando, com base nas informações do folheto que fotografei na loja, que permitiu a comparação com outros modelos disponíveis via Internet).
Um bom sistema de informações inclui as funções de coleta, armazenamento e disponibilização das informações que forem do interesse do seu usuário. As duas aplicações mencionadas acima (anotações visuais e de voz) podem ser exemplos disso, mas há muito mais. Por exemplo: meu celular não tem GPS, mas me ajuda bastante a chegar aos endereços certos dos meus compromissos, porque antes de sair para algum local desconhecido, eu anoto nele (muitas vezes via foto) o endereço, telefones de contato e outras informações relevantes, e transfiro para sua memória o mapa das ruas da região, ou as indicações de como chegar (em último caso, tiro uma foto da tela do computador mostrando o mapa do Google mesmo).

Há algum tempo também recebo no celular a previsão do tempo e os alertas que o jornal local envia sobre engarrafamentos nas principais vias aqui de Floripa, e agora também passei a assinar, via Twitter, o serviço pelo qual a Polícia Rodoviária Federal aqui de SC faz o mesmo para as rodovias federais da região. Saber de um engarrafamento antecipadamente, a ponto de contorná-lo ou mesmo refazer a agenda do dia não tem preço!
Isso para não falar do imenso valor potencial que as informações disponíveis em uma busca na Internet feita “no calor do momento” podem ter. Quantas decisões erradas já foram tomadas, quantas apostas deixaram de ser ganhas e quantos maus negócios já foram fechados por pessoas que teriam agido diferente se pudessem fazer uma rápida consulta à Internet sobre aquilo que estavam afirmando ou se comprometendo? Para mim, o plano de dados e a capacidade de armazenamento do celular são ferramentas de trabalho de uso diário.
Faz anos que o meu celular substituiu (com grande vantagem) o meu despertador, mas recentemente – graças a um plano de dados ilimitado – ele é praticamente um rádio-relógio, pois uso os serviços de rádio via Internet para ouvir a programação de uma série de emissoras que não existem no dial de FM daqui – do rock da paulistana Kiss FM à incomum Girls Rock Radio, especializada em bandas femininas, sem falar na programação variada da Radiorox, também da Oi, que está tocando Foo Fighters aqui nas caixinhas do micro enquanto escrevo.

Como o meu celular é altamente portável, discreto e até que a bateria dura bastante, tenho usado os recursos de rádio online como uma alternativa complementar à coleção de MP3 armazenada na memória dele, para ouvir no fone de ouvido (com cuidado para não ser audível para os vizinhos, porque não sou inconveniente!) nos deslocamentos urbanos, caminhadas ou mesmo na ocasional voltinha de bike pela praia – é só escolher uma rádio com programação adequada ao que eu estiver fazendo (música calma na sala de espera, música rápida no exercício, etc.) e aproveitar a conectividade 3G disponível aqui em Floripa
Muitas vezes já olhei com inveja para algum vizinho de poltrona que assistia, entretido e satisfeito, a um episódio do seu seriado favorito, na tela de um celular. Na época eu não dominava a tecnologia de converter vídeos para que coubessem melhor na telinha e na memória do aparelho, mas bastou ler um pouco melhor a documentação e isso passou a estar ao meu alcance – e hoje eu também consigo gravar alguns episódios (ou mesmo um filme ou outro) para assistir na telinha durante os deslocamentos, ou nos intervalos forçados entre compromissos.
Além disso, como não mencionar o potencial de entretenimento dos jogos para celular? Hoje eles sustentam uma verdadeira indústria, com lançamentos periódicos de títulos baseados em grandes sucessos de outras plataformas e mídias. Sites como o GetJar são ricos em jogos (e aplicativos também, claro) gratuitos que funcionam em várias das plataformas correntes, e a sua operadora provavelmente também oferece acesso facilitado a alguns títulos “premium” selecionados. E mesmo os celulares mais básicos trazem potencial de divertimento com jogos como o popularíssimo Snakes e variantes do clássico Tetris.

O acesso móvel à web também traz consigo grande potencial de entretenimento, com sites, blogs, microblogs, comunidades, serviços online e tantas outras alternativas para fazer o tempo passar mais depressa. E não poderíamos considerar completa esta lista sem falar nos já mencionados recursos de ouvir MP3 e acessar rádios on-line.
Quando se trata de uma tecnologia tão versátil e em evolução tão acelerada como são os celulares, é difícil ser conclusivo. Quem conseguiria esgotar o tema das principais aplicações interessantes já disponíveis ou que estão para surgir? Não mencionamos o uso dos aparelhos como controle remoto Bluetooth para controlar uma apresentação de slides, por exemplo. Ou as inúmeras maneiras criativas de criar ringtones discretos e eficazes (gosto muito da idéia de um colega cujo celular tosse – uma vez só, e baixinho – quando chega alguma mensagem e ele está em modo discreto).
Passamos longe de falar das questões de civilidade e etiqueta que o uso do celular cria, ou transgride. Ou da irritação causada por quem acha que seu celular o habilita a ignorar os códigos de conduta mais básicos para a vida em sociedade, ou mesmo a colocar em risco a vida alheia ao decidir teclar mensagens enquanto dirige.
Não falamos também de algo essencial, como as técnicas para aumentar a duração das baterias e assim não ficar na mão quando precisa das informações tão bem coletadas e organizadas no aparelho.
Mas pudemos falar de 5 idéias práticas (algumas delas a custo bem baixo) para extrair funcionalidade adicional dos nossos aparelhos. Eu uso todas elas várias vezes por semana, e sugiro que você avalie para ver se elas se encaixam bem na sua rotina e na sua forma de se relacionar com a tecnologia. E se você tiver algo a acrescentar, terei prazer em ouvi-lo – me procure lá no Efetividade.net ou pelo twitter @efetividadeblog!