• dez/2009

    02

    Comércio Eletrônico

    Como as compras on-line movimentam grandes negócios

    e-commerce

    Olá leitor,

    Meu nome é Pedro Cardoso e sou o editor do blog Receita do Sucesso. Sou jornalista, adoro cinema, quadrinhos, tecnologia, web e fui convidado pelo blog Oi Paggo para falar de como a internet é uma importante ferramenta para a realização de grandes negócios.

    Olhando a pesquisa mais recente da eBit (uma empresa fundamentada em saber os hábitos e tendências de e-commerce no Brasil), e compilados pelo site eCommerce.org sobre “Vendas no comércio eletrônico no Brasil”, é espantoso observar o quanto cresceu este tipo de comércio nos últimos quatro anos. Em 2005, o faturamento do varejo on-line ficou em R$ 2,5 bilhões. Já no ano seguinte, esses números atingiram a casa dos R$ 4,4 bilhões, o que equivale a um acréscimo de 76% no faturamento anual. A partir de então, começou um crescimento significativo que não parou mais.

    Os últimos dados conferem que, a previsão para o fechamento do ano fiscal de 2009, gira em torno dos R$ 10 bilhões (contra R$ 8,2 milhões de 2008). Os números são expressivos, e a pesquisa nem considerou as vendas de automóveis, passagens aéreas e leilões on-line.

    Não que esses comércios não sejam relevantes, são e muito. Para você ter uma ideia, o maior site de leilões on-lines do Brasil registrou um aumento de 127% no lucro líquido no segundo trimestre de 2009, alcançando sozinho US$ 6,7 milhões. Até mesmo tipos de negócios antigos, baseados na confiança e recomendação, têm o seu espaço na grande rede. Recentemente, o profissional de marketing Mário Filho alugou uma casa pela internet e comentou: “Aluguei via web. Fiz uma busca e só deu um resultado. E é onde eu moro”.

    É claro que a queda dos preços dos computadores, e a popularização da internet foram fundamentais para este crescimento, mas o mais importante, foi a queda na desconfiança inicial do público, de quando o comércio eletrônico lá nos primeiros anos da década, mesmo que ainda continuem altas, como mostrou o ótimo artigo do Vinícius. De qualquer modo, essa melhoria se deve ao trabalho de marketing dessas empresas e a maturidade do próprio comércio, que se reforçou de medidas para atender melhor, de forma mais segura e mais rápido o seu cliente.

    Em um novo cenário, as lojas de e-commerce mais tradicionais, tiveram que se render também às forças de divulgação das mídias sociais. Na corrida para se estabelecerem nessas redes, algumas empresas já criaram seus perfis no Twitter, Orkut e outros. Mas claro, só isso não é receita de sucesso, é preciso saber trabalhar com as peculiaridades desse meio.

    Evidente que tudo isso não significa o fim do comércio tradicional. Ainda é um programa para a família passear nos shoppings. Mas, podemos presenciar um cenário de otimismo, para que as empresas prosperem no comércio eletrônico, seja um grande magazine, ou um pequena loja que trabalhe com um nicho. Se souberem ganhar a confiança do consumdior, todos terão o seu lugar ao sol, onde finalmente podemos vislumbrar uma verdadeira concorrência. Afinal, podemos fazer nossa pesquisa de preço e comprar em lojas no mundo todo, e ainda economizamos tempo e sola de sapato.

    Caso queira conversar sobre esse e outros assuntos, pode me encontrar no Twitter também. Abraços.

    imagem: ilco

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